18.04.2017
Segurança Pública
Região tem déficit de 211 policiais civis, aponta SINDPESP
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Da Redação do Portal O Taboanense

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo apontou um déficit de 211 policias civis na região.  A informação foi passada pela diretoria do SINDPESP após visita na Seccional de Taboão da Serra na tarde desta segunda-feira, dia 17. A presidente do SINDPESP, Raquel Kobashi Gallinati, conversou com o delegado Seccional Dr. Antônio José Correia de Sampaio, sobre os principais problemas na região, para que seja elaborado um planejamento estratégico para tentar solucioná-los.  

A Seccional de Taboão da Serra abrange as cidades de Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra, Juquitiba, Embu-Guaçu, além do próprio município.

Estiveram presentes na reunião com o SINDPESP, todos os delegados da região sudoeste | Ricardo Lima

Durante a reunião foi constatado que as cidades de São Lourenço e Juquitiba contam apenas com um delegado, “que acaba ficando sobrecarregado, praticamente em um plantão incessante, já que, em vez de descansar, fica disponível para ser acionado caso seja necessário, gerando jornada abusiva de trabalho”.

Ainda de acordo com SINDPES, na Seccional de Taboão da Serra deveriam atuar 556 policiais, mas conta apenas com 345, gerando déficit de 211 policiais. As carreiras com maior defasagem são a de escrivão (faltam 70) e de investigador (faltam 63).

A Diretoria do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo esta promovendo uma série de visitas às delegacias seccionais do Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo), para junto com os delegados debater sobre os principais temas que envolvem a classe no estado.

A delegada Raquel Kobashi Gallinati, falou sobre a situação geral da Polícia Civil no estado, para ela o quadro está estagnado. “A Polícia Civil do Estado de São Paulo tem um quadro de 39.475 policiais, idealizado no ano de 1994. Naquela época, o Estado de São Paulo possuía uma população de 33.848.251 habitantes. Pouco mais de 22 anos depois, em 2016, a população aumentou em cerca de 11 milhões de habitantes, mas o quadro da Polícia Civil permaneceu o mesmo. Ou seja, temos menos policiais civis por habitante agora. E a criminalidade seguiu por um caminho inverso”, disse.
 

comentários
  • Amanda Pinheiro Machado Teixeira
    Mogi das Cruzes , Vila Oliveira
    A Comissão dos Aprovados na Carreira de Perito Criminal (PC-1/2013) vem, em nome de todos aqueles que desde 2013 vêm sofrendo com a demora na conclusão do certame e das respectivas nomeações, agradecer o seu apoio para que a reposição dos quadros da instituição aconteça, visando ao aprimoramento da prestação de serviço de segurança pública no Estado de São Paulo. Entretanto, salientamos que a luta está longe de se acabar. Em um concurso com vencimento próximo, no dia 12/08/2017, 310 aprovados nas 447 vagas previstas em edital ainda aguardam nomeação. Isto significa que, em aproximadamente 2 anos de homologação, este concurso teve nomeadas apenas 30% de suas vagas. Enquanto isso, dos 1.735 cargos previstos na carreira de Perito Criminal, há 644 cargos vagos, o que representa uma vacância de 37% do quadro. Até abril de 2017, 204 Peritos Criminais já completaram seu tempo de aposentadoria, o que levaria a vacância para 49%, quase METADE do quadro. Dado este cenário, a mais prejudicada com a falta de recursos no trabalho pericial é a população. A demasiada demora no atendimento dos locais de crime, bem como a demora na elaboração de laudos em condições precárias de trabalho, são somente exemplos de grande violência à dignidade do cidadão paulista. O argumento referente a questões de natureza orçamentária utilizado pelo Estado para justificar a impossibilidade de contratação não procede, pois o concurso público caracteriza-se como uma das modalidades licitatórias previstas na Lei 8.666/93 e deve seguir as regras ali contidas. Para a abertura de concurso público, devem estar preenchidas as normas de responsabilidade fiscal. Assim, é de se esperar que as nomeações ocorram sem qualquer prejuízo ao orçamento público. Ainda se faz necessário acrescer que, mesmo em algumas circunstâncias se possa invocar a existência de limites prudenciais como vetores suficientes para impedir novas contratações, é evidente que áreas como segurança - hipótese aqui tratada -, saúde e educação não esbarram em tais limites dada a supremacia dos interesses a elas relacionados. Limites prudenciais estes que parecem inexistir para que ocorra a nomeação de 16.738 Policiais Militares desde 2013, ou mesmo a nomeação de outras carreiras da Polícia Civil já nomeados e empossados em sua totalidade das vagas, já sendo convocados os excedentes. A Polícia Judiciária é imprescindível para que tenhamos a investigação como pilar da garantia dos direitos fundamentais sendo, a Perícia Criminal, os olhos da justiça. Pelo não fracionamento. Pela nomeação de TODOS os aprovados. Pelo direito de viver em um estado onde os serviços públicos funcionem adequadamente. Juntos, somos mais fortes! Comissão aprovados concurso perito criminal PC/2013 facebook: http://www.facebook.com/ic.contraimpunidade/ Instagram: @investigacao_criminal
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