No Dia da Mulher, debate a favor do feminismo ainda patina
O Dia Internacional da Mulher, data comemorativa que todos os anos “convida” a população, sobretudo a feminina, a refletir sobre a importância da mulher na sociedade de massa, chega aos seus 100 anos ainda com muito debate a realizar.
Até então, mudanças importantes ocorreram no aspecto legal e jurídico. O sucesso da Lei Maria da Penha e os centenas de casos sentenciados por juízes Brasil a fora, condenando crápulas sociais que arruinaram a vida de milhares de mães, reforçam a tese de que o fim da impunidade, nesse aspecto, está cada vez mais verossímil.
Mesmo acolhida e amparada pela questão legal, a mulher no mundo ainda sofre com preconceitos que a afastam do convívio social e as condenam como sendo o “patinho feio” da sociedade.
Na sua grande maioria, ainda ganham mal, são a todo tempo erotizadas e humilhadas por patrões canalhas que se utilizam de expedientes nefastos para ridicularizar sua atividade profissional e aproveitam o seu excesso de sensibilidade, condição intrínseca à natureza feminina, para tirar quaisquer tipo de vantagem.
Infelizmente, a “profissão” mulher, como assim definiu o machismo quatrocentão, foi colocada em segundo plano. Sendo historicamente excluída, limitou-se apenas aos prazeres da casa, sendo cada vez mais desobrigada a participar das decisões que envolvem toda a sociedade.
Com essa tese, veio a pior de todas. A idiotização de que só o marido “trabalha” e elas cuidam do patrimônio humano (filhos), foi aos poucos sendo desconstruído no momento em que esses mesmos homens passaram a perder seus patrimônios mesquinhos.
Com o advento do século 20, a mulher rompeu essas barreiras. Deixou de ser apenas mãe e passou a dar as cartas na sociedade. Mostrou-se competente nos estudos, fulgaz no lado corporativo e invadiu a atividade política, chegando ao topo da administração pública.
Mesmo assim, o debate em torno do rompimento com o tal preconceito da sociedade em relação à importância e o novo papel da mulher nos dias atuais, ainda é pouco aderido, principalmente pelo público feminino.
Ainda é possível encontrar “escravas” que se escondem atrás de benesses aviltantes, em nome de um “conforto” inútil, que contradiz a real importância do feminismo e o respeito que a mulher deve ter garantido no meio social.
Haja vista, o grande número de processos que empoeiram os escaninhos da justiça e, mais cedo ou mais tarde, têm suas queixas contra maridos agressores retiradas, após ter de volta ou “garantido” novamente o seu direito de ser subserviente só mais uma vez.
Dessa forma, mais que comemorar 100 anos de comemorações em torno de sua “data”, ainda é preciso que a mulher moderna intensifique o debate em torno do seu novo papel social e abra mão do isolamento que lhe foi imputada em nome de sua própria LIBERDADE.
Parabéns a todas as mulheres.